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O Programa de Formação Docente ocorreu nesta semana. Para a Universidade, é um pilar da qualidade acadêmica 

A Pró-Reitoria Acadêmica e a Direção de Ensino e Tecnologia Educacional da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) realizaram, nesta semana, o Programa de Formação Docente 2026. A etapa é decisiva para a implementação das reformas curriculares, realizadas e aprovadas nos últimos anos, e para o fortalecimento contínuo da excelência acadêmica da Unisc. 

Segundo o diretor de Ensino e Tecnologia Educacional, Rudimar Serpa de Abreu, a formação docente contínua é um pilar da qualidade acadêmica e da capacidade institucional de responder, com agilidade e consistência, às novas demandas do ensino superior.  “O objetivo geral do Programa é qualificar, ainda mais, o corpo docente para o início das atividades letivas, oferecendo ferramentas e estratégias que favoreçam práticas educativas criativas, eficazes e alinhadas ao Projeto Pedagógico Institucional. O Programa foi concebido como suporte essencial para a implementação das novas arquiteturas dos cursos de graduação, com foco nas demandas concretas da comunidade acadêmica.”

Já o reitor da Unisc, Rafael Frederico Henn, reforça que a formação docente é cada  vez mais necessária. “Esse ano a nossa Formação foi muito pensada em cima do que construímos, em conjunto, no ano passado, que foi a nossa Conferência Universitária, quando várias alterações foram propostas e discutidas. Nós que estamos em sala de aula temos a obrigação de aperfeiçoamento e nunca podemos abrir mão da qualidade de ensino, grande pilar da nossa Universidade.”

Estrutura

Para atender às diferentes necessidades do corpo docente, o Programa foi organizado em duas dimensões complementares e articuladas: a Dimensão I que aprofundou fundamentos e desafios contemporâneos da docência (o porquê), e a Dimensão II que ofereceu suporte prático para a implementação das novas modelagens curriculares (o como).

A Dimensão I foi uma formação comum a todos os docentes, voltada à análise e qualificação da docência universitária, considerando dimensões acadêmicas, culturais, pedagógicas e institucionais. Por meio de conferências, painéis e oficinas, as atividades abordaram temáticas atuais e estruturantes, relevantes ao aprimoramento das práticas acadêmicas.

Já a Dimensão II contemplou atividades práticas, desenvolvidas por meio de minicursos, dedicados à implementação das novas modelagens de cursos e dos módulos curriculares aprovados em 2025, incluindo módulos de Formação Geral (presencial e a distância), Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias - LEPC (em formato convencional e por meio de Sala de Aula Invertida) e por Trilhas de Aprendizagem. O foco foi a operacionalização dos desenhos curriculares, na viabilidade de funcionamento e na qualificação das práticas docentes requeridas, com uso de tecnologias como suporte.

Reflexões

A formação proporcionou minicursos, painéis e conferências. Uma delas teve a presença do professor Celso Vasconcellos, do Instituto Libertad, de São Paulo. Ele falou sobre ‘Inovação educacional crítica e a qualificação da docência universitária’. Por meio de slides que citavam nomes como Viktor Frankl e Friedrich Nietzsche, o palestrante propôs uma mudança de foco do fazer para o sentir e refletir. A palestra não ignorou as dificuldades práticas da profissão. Em um diálogo fictício apresentado em tela, sobre o papel da reflexão, foram expostas as dores reais dos docentes: o excesso de problemas, a cobrança de metas e os boletos que não param de chegar.

Celso Vasconcellos defende que embora a reflexão não pague contas, ela é o que dá energia para lutar por "uma outra educação e um outro mundo possíveis". O argumento central é que, sem o exercício reflexivo, a prática pedagógica torna-se mecânica e esvaziada de vida.

Também falou com os professores sobre políticas educacionais no Ensino Superior, o diretor de Avaliação da Educação Superior INEP/MEC, Ulysses Tavares Teixeira. Ele iniciou falando sobre a Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), em vigor desde 2004, que continua sendo a principal ferramenta de gestão. "A lei prevê instrumentos diversificados. Isso nos dá liberdade para avaliar as necessidades das missões institucionais específicas, como as universidades comunitárias do interior, que diferem drasticamente dos grandes centros", afirma. 

O diretor ainda trouxe números de que, apesar do crescimento, o Brasil ainda amarga números baixos quando comparado internacionalmente. Apenas 24% da população entre 25 e 54 anos possui diploma de nível superior. Outro ponto de atenção trazido por ele, é que o número de docentes não acompanhou a mesma proporção do crescimento de alunos matriculados, o que levanta questionamentos sobre a manutenção da qualidade acadêmica e a sobrecarga de trabalho. “O desafio não é apenas matricular, mas garantir que a educação superior seja o motor de um projeto de Brasil sólido e inclusivo.”

Fotos: Bruna Lovato/Unisc

capaIMG 0188

Rafael Henn

Rudimar

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Celso Vasconcellos

Celso Vasconcellos falou sobre ‘Inovação educacional crítica e a qualificação da docência universitária’

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O Programa de Formação Docente ocorreu nesta semana. Para a Universidade, é um pilar da qualidade acadêmica 

A Pró-Reitoria Acadêmica e a Direção de Ensino e Tecnologia Educacional da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) realizaram, nesta semana, o Programa de Formação Docente 2026. A etapa é decisiva para a implementação das reformas curriculares, realizadas e aprovadas nos últimos anos, e para o fortalecimento contínuo da excelência acadêmica da Unisc. 

Segundo o diretor de Ensino e Tecnologia Educacional, Rudimar Serpa de Abreu, a formação docente contínua é um pilar da qualidade acadêmica e da capacidade institucional de responder, com agilidade e consistência, às novas demandas do ensino superior.  “O objetivo geral do Programa é qualificar, ainda mais, o corpo docente para o início das atividades letivas, oferecendo ferramentas e estratégias que favoreçam práticas educativas criativas, eficazes e alinhadas ao Projeto Pedagógico Institucional. O Programa foi concebido como suporte essencial para a implementação das novas arquiteturas dos cursos de graduação, com foco nas demandas concretas da comunidade acadêmica.”

Já o reitor da Unisc, Rafael Frederico Henn, reforça que a formação docente é cada  vez mais necessária. “Esse ano a nossa Formação foi muito pensada em cima do que construímos, em conjunto, no ano passado, que foi a nossa Conferência Universitária, quando várias alterações foram propostas e discutidas. Nós que estamos em sala de aula temos a obrigação de aperfeiçoamento e nunca podemos abrir mão da qualidade de ensino, grande pilar da nossa Universidade.”

Estrutura

Para atender às diferentes necessidades do corpo docente, o Programa foi organizado em duas dimensões complementares e articuladas: a Dimensão I que aprofundou fundamentos e desafios contemporâneos da docência (o porquê), e a Dimensão II que ofereceu suporte prático para a implementação das novas modelagens curriculares (o como).

A Dimensão I foi uma formação comum a todos os docentes, voltada à análise e qualificação da docência universitária, considerando dimensões acadêmicas, culturais, pedagógicas e institucionais. Por meio de conferências, painéis e oficinas, as atividades abordaram temáticas atuais e estruturantes, relevantes ao aprimoramento das práticas acadêmicas.

Já a Dimensão II contemplou atividades práticas, desenvolvidas por meio de minicursos, dedicados à implementação das novas modelagens de cursos e dos módulos curriculares aprovados em 2025, incluindo módulos de Formação Geral (presencial e a distância), Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias - LEPC (em formato convencional e por meio de Sala de Aula Invertida) e por Trilhas de Aprendizagem. O foco foi a operacionalização dos desenhos curriculares, na viabilidade de funcionamento e na qualificação das práticas docentes requeridas, com uso de tecnologias como suporte.

Reflexões

A formação proporcionou minicursos, painéis e conferências. Uma delas teve a presença do professor Celso Vasconcellos, do Instituto Libertad, de São Paulo. Ele falou sobre ‘Inovação educacional crítica e a qualificação da docência universitária’. Por meio de slides que citavam nomes como Viktor Frankl e Friedrich Nietzsche, o palestrante propôs uma mudança de foco do fazer para o sentir e refletir. A palestra não ignorou as dificuldades práticas da profissão. Em um diálogo fictício apresentado em tela, sobre o papel da reflexão, foram expostas as dores reais dos docentes: o excesso de problemas, a cobrança de metas e os boletos que não param de chegar.

Celso Vasconcellos defende que embora a reflexão não pague contas, ela é o que dá energia para lutar por "uma outra educação e um outro mundo possíveis". O argumento central é que, sem o exercício reflexivo, a prática pedagógica torna-se mecânica e esvaziada de vida.

Também falou com os professores sobre políticas educacionais no Ensino Superior, o diretor de Avaliação da Educação Superior INEP/MEC, Ulysses Tavares Teixeira. Ele iniciou falando sobre a Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), em vigor desde 2004, que continua sendo a principal ferramenta de gestão. "A lei prevê instrumentos diversificados. Isso nos dá liberdade para avaliar as necessidades das missões institucionais específicas, como as universidades comunitárias do interior, que diferem drasticamente dos grandes centros", afirma. 

O diretor ainda trouxe números de que, apesar do crescimento, o Brasil ainda amarga números baixos quando comparado internacionalmente. Apenas 24% da população entre 25 e 54 anos possui diploma de nível superior. Outro ponto de atenção trazido por ele, é que o número de docentes não acompanhou a mesma proporção do crescimento de alunos matriculados, o que levanta questionamentos sobre a manutenção da qualidade acadêmica e a sobrecarga de trabalho. “O desafio não é apenas matricular, mas garantir que a educação superior seja o motor de um projeto de Brasil sólido e inclusivo.”

Fotos: Bruna Lovato/Unisc

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Rafael Henn

Rudimar

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Celso Vasconcellos

Celso Vasconcellos falou sobre ‘Inovação educacional crítica e a qualificação da docência universitária’

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