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A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) recebe, nesta semana, representantes de instituições de ensino e pesquisa da Índia e África do Sul  para uma programação voltada ao intercâmbio acadêmico e à cooperação técnica em saneamento descentralizado. A visita é organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental da Unisc (PPGTA). 

Na manhã desta quarta-feira, 7, a comitiva composta pelo professor Srikanth Mutnuri, do Birla Institute of Technology and Science Goa, da Índia e os professores David Lokhat e Sinethemba Xabela, da University of KwaZulu-Natal, da África do Sul, foi recebida pelo reitor da Unisc, Rafael Frederico Henn, ao lado dos integrantes da Assessoria Internacional da Unisc.

A programação inclui visitas técnicas a sistemas de wetlands (zonas úmidas artificiais) em Santa Cruz do Sul e Lajeado, atividades em laboratórios e estações de tratamento da Unisc, além de reuniões de trabalho relacionadas ao projeto de cooperação técnica em Saneamento Descentralizado do BRICS (bloco de países composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A agenda também prevê intercâmbio com a comunidade acadêmica da Universidade.

Na quinta-feira, 8, a comitiva participa da sessão solene de abertura do V Seminário Sul de Inovações em Tecnologias Ambientais (V SSITA) e de uma mesa-redonda. O encontro também contará com a participação dos pesquisadores internacionais em atividades relacionadas às tecnologias ambientais.

A visita tem como responsáveis a coordenadora do PPGTA, professora Rosana Schneider, e o professor do PPGTA, Carlos Alexandre Lutterbeck, coordenador do Projeto BRICS no Brasil. Entre os objetivos estão a visita institucional, a contribuição no projeto de cooperação técnica em Saneamento Descentralizado do BRICS e a participação em atividades acadêmicas e de pesquisa.

Saiba mais sobre o projeto

A proposta objetiva o desenvolvimento de um sistema híbrido de tratamento de águas residuárias descentralizado, integrando wetlands construídos e processos oxidativos avançados, que possa ser economicamente e ambientalmente sustentável. Os sistemas deverão, além do tratamento dos efluentes visando a liberação segura de acordo com diretrizes nacionais e internacionais, permitir o reuso para diversas finalidades, a recuperação de nutrientes e a remoção de micropoluentes que possam exercer potenciais efeitos tóxicos sobre os organismos vivos. 

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Foto: Estagiária Eduarda Beulke/Unisc

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