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Além de atividades físicas adaptadas para pessoas com autismo, projeto oferece suporte multidisciplinar e ações de bem-estar para pais e cuidadores da região 

O Projeto Espectro Unisc completa seu primeiro ano de atividades consolidando-se como uma rede fundamental de apoio e desenvolvimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias em Santa Cruz do Sul e região. Ao longo de 2025, a iniciativa demonstrou sua relevância social ao atrair mais de 100 famílias interessadas, resultando em um expressivo volume de 553 atendimentos de atividade física adaptada. A abrangência do projeto é um de seus grandes diferenciais, acolhendo desde crianças de 2 anos até adultos acima dos 20 anos. Atualmente, o impacto do projeto atravessa fronteiras municipais, beneficiando moradores de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Vale Verde, Candelária, Encruzilhada do Sul, Sinimbu e Venâncio Aires.

Para garantir que o suporte chegue a quem mais precisa, o Espectro Unisc opera com um modelo de acesso inclusivo. Isso inclui a gratuidade total para beneficiários de auxílios governamentais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família, além da modalidade de matrícula para famílias que não se enquadram nesses critérios. Após doze meses de acompanhamento contínuo, os resultados são animadores. A equipe técnica observou uma evolução clara na autonomia e na qualidade de vida dos participantes, com ganhos expressivos em força e mobilidade que facilitam tarefas essenciais como sentar, levantar e manipular objetos. No cotidiano, essa melhora se reflete no aumento da independência para atividades de vida diária, como o uso do banheiro sem auxílio.

Para Rafaela Weis Jackisch, coordenadora do projeto, a superação, a melhora na autoconfiança e autoestima dos participantes foi um dos principais ganhos observados. “O projeto consolidou-se como um espaço de acolhimento. Os pais estão superando barreiras capacitistas, reconhecendo novos potenciais em seus filhos e fortalecendo sua própria rede de apoio. Esses resultados reafirmam o compromisso do projeto com a inclusão real e o desenvolvimento integral”, comemora.

Além dos benefícios motores, o projeto alcançou marcos importantes no desenvolvimento sócio emocional e biológico. Participantes que inicialmente apresentavam apatia agora conseguem expressar sentimentos e se comunicar com maior clareza, seja de forma oral ou não oral. Houve também um avanço notável na regulação do sono e do sistema intestinal, fatores que são fundamentais para o equilíbrio do neurodesenvolvimento. Esse cuidado integral se estende aos cuidadores por meio de parcerias com diversos cursos da universidade. Enquanto a Psicologia promove rodas de conversa sobre paternidade atípica, os cursos de Estética e Farmácia oferecem oficinas de autocuidado para as mães, que compõem 75% das chefes de família atendidas. Somado a isso, orientações da Odontologia sobre saúde bucal e da Educação Física sobre a prevenção de doenças crônicas completam o ciclo de suporte, garantindo o bem-estar físico e mental de toda a comunidade atípica regional.

Texto e fotos: Estagiária Gabriela Janaína da Silva
sob supervisão das jornalistas Tatiane Luci Rodrigues e Bruna Lovato

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Além de atividades físicas adaptadas para pessoas com autismo, projeto oferece suporte multidisciplinar e ações de bem-estar para pais e cuidadores da região 

O Projeto Espectro Unisc completa seu primeiro ano de atividades consolidando-se como uma rede fundamental de apoio e desenvolvimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias em Santa Cruz do Sul e região. Ao longo de 2025, a iniciativa demonstrou sua relevância social ao atrair mais de 100 famílias interessadas, resultando em um expressivo volume de 553 atendimentos de atividade física adaptada. A abrangência do projeto é um de seus grandes diferenciais, acolhendo desde crianças de 2 anos até adultos acima dos 20 anos. Atualmente, o impacto do projeto atravessa fronteiras municipais, beneficiando moradores de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Vale Verde, Candelária, Encruzilhada do Sul, Sinimbu e Venâncio Aires.

Para garantir que o suporte chegue a quem mais precisa, o Espectro Unisc opera com um modelo de acesso inclusivo. Isso inclui a gratuidade total para beneficiários de auxílios governamentais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família, além da modalidade de matrícula para famílias que não se enquadram nesses critérios. Após doze meses de acompanhamento contínuo, os resultados são animadores. A equipe técnica observou uma evolução clara na autonomia e na qualidade de vida dos participantes, com ganhos expressivos em força e mobilidade que facilitam tarefas essenciais como sentar, levantar e manipular objetos. No cotidiano, essa melhora se reflete no aumento da independência para atividades de vida diária, como o uso do banheiro sem auxílio.

Para Rafaela Weis Jackisch, coordenadora do projeto, a superação, a melhora na autoconfiança e autoestima dos participantes foi um dos principais ganhos observados. “O projeto consolidou-se como um espaço de acolhimento. Os pais estão superando barreiras capacitistas, reconhecendo novos potenciais em seus filhos e fortalecendo sua própria rede de apoio. Esses resultados reafirmam o compromisso do projeto com a inclusão real e o desenvolvimento integral”, comemora.

Além dos benefícios motores, o projeto alcançou marcos importantes no desenvolvimento sócio emocional e biológico. Participantes que inicialmente apresentavam apatia agora conseguem expressar sentimentos e se comunicar com maior clareza, seja de forma oral ou não oral. Houve também um avanço notável na regulação do sono e do sistema intestinal, fatores que são fundamentais para o equilíbrio do neurodesenvolvimento. Esse cuidado integral se estende aos cuidadores por meio de parcerias com diversos cursos da universidade. Enquanto a Psicologia promove rodas de conversa sobre paternidade atípica, os cursos de Estética e Farmácia oferecem oficinas de autocuidado para as mães, que compõem 75% das chefes de família atendidas. Somado a isso, orientações da Odontologia sobre saúde bucal e da Educação Física sobre a prevenção de doenças crônicas completam o ciclo de suporte, garantindo o bem-estar físico e mental de toda a comunidade atípica regional.

Texto e fotos: Estagiária Gabriela Janaína da Silva
sob supervisão das jornalistas Tatiane Luci Rodrigues e Bruna Lovato

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