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Em homenagem ao Agosto Laranja e à Semana de Inclusão e Acessibilidade da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no último dia 20, ocorreu uma oficina da Língua Brasileira de Sinais (Libras) destinada a docentes e funcionários do campus. A iniciativa, realizada pelo Núcleo de Apoio Acadêmico (NAAC), teve como mediadora a estudante e funcionária, Cláudia Petterson Barroso, que conduziu uma experiência prática para aproximar docentes deste meio legal de comunicação e expressão. 

A oficina contou com a presença da intérprete Cíntia Melissa Adam, da Viver Libras, que auxiliou na comunicação com Cláudia. Durante o encontro, foram ensinados o alfabeto em Libras e termos específicos usados na rotina da Unisc para facilitar a comunicação e expressão da comunidade surda. A proposta priorizou a prática e a troca de experiências, tornando o aprendizado acessível e dinâmico.

Com a chegada do final da experiência, os presentes participaram de uma versão em Libras do tradicional telefone sem fio, usando apenas gestos para transmitir a mensagem. A dinâmica serviu para reforçar a importância da atenção à expressão corporal e à clareza nas sinalizações. 

Escolas devem estar preparadas para o acolhimento

Durante a atividade, a coordenadora do NAAC, Raquel Ribas Fialho, comentou sobre a importância das escolas estarem preparadas para o atendimento de pessoas com deficiência: “O acolhimento vem em primeiro lugar. Atender de acordo com a capacidade e vivência de cada um é importantíssimo, além de possuir recursos necessários e capacitar professores para reconhecerem as diferentes necessidades, adaptar práticas pedagógicas e utilizar recursos de acessibilidade, garantindo um atendimento inclusivo e efetivo.”

É preciso respeito e empatia

Sabendo que a articulação entre uma pessoa com deficiência e uma pessoa sem deficiência depende, primeiramente, de respeito, comunicação clara e vontade mútua de compreensão, Raquel reflete que quando há abertura para aprender e adaptar a forma de se comunicar, a interação deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma oportunidade de uma troca enriquecedora para ambos os lados. “Por isso, oficinas como estas nos trazem a noção de que empatia significa reconhecer que cada pessoa tem uma história, capacidades e limites próprios, porque construir uma sociedade mais inclusiva é tarefa coletiva e exige compromisso e mudanças no dia a dia de cada um”, completa.

Texto e fotos: Estagiária Pietra Grotto
sob supervisão das jornalistas Tatiane Luci Rodrigues e Bruna Lovato

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Participantes da oficina no telefone sem fio

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Claudia Petterson Barroso fazendo o sinal Unisc em libras

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