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Proposta passa a englobar o conceito de cidadania

A pesquisa liderada pela doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Letiane de Souza Machado, teve como resultado a criação do jogo “Caminhos do SUS”, um tabuleiro com situações reais inspiradas no cotidiano, que leva os jogadores a refletirem sobre temas como saúde, assistência social, racismo, gênero, bullying e cidadania. Agora, a versão digital, chamada “Caminhos da Cidadania”, ampliou o alcance do projeto, permitindo que educadores e profissionais de saúde de todo o país possam usar o jogo como ferramenta formativa, mesmo sem acesso à versão impressa.

Segundo a pesquisadora, que foi orientada pela professora Edna Linhares Garcia e coorientada pela professora Suzane Beatriz Frantz Krug, mais do que um jogo, trata-se de uma tecnologia social: um recurso educativo construído de forma coletiva com adolescentes e especialistas, que visa gerar transformação social por meio do acesso ao conhecimento e da valorização da vida. 

Com mais de 260 estudantes participantes na fase de aplicação, a pesquisa mostrou que os adolescentes conhecem pouco os serviços de atenção básica e psicossocial. Após jogarem, passaram a identificar e valorizar serviços antes desconhecidos, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), a Unidade Básica de Saúde (UBS) e os canais de emergência. Além do impacto direto na compreensão do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o jogo promove autonomia, senso de comunidade e protagonismo juvenil, como demonstrado nos cinco artigos que compõem a tese.

No total, 300 jogos físicos já foram distribuídos para escolas e serviços públicos da região dos vales. A versão digital ampliou o alcance do projeto, voltado à promoção da saúde, à cidadania e à construção do conhecimento de adolescentes sobre os serviços públicos. O jogo pode ser acessado pelo link: https://igorflores.itch.io/caminhos-da-cidadania

Outros diferenciais tecnológicos foram incorporados na versão digital. Um deles é o “super dado”, que aumenta o engajamento dos participantes até o final da partida, e a otimização de textos e cartas para tornar a experiência mais leve e dinâmica. A validação final por especialistas da área da saúde confirmou a eficácia didática e a adequação ao público adolescente.

“Para além da inovação educacional, o jogo também rompe com a visão biomédica da saúde, trazendo à tona a integralidade do cuidado e os determinantes sociais — como propõe a própria definição de saúde da Organização Mundial da Saúde. Ao colocar no centro da discussão as realidades dos jovens e os serviços que os acolhem, o “Caminhos do Sistema Único de Saúde” se posiciona como uma poderosa ferramenta de enfrentamento das iniquidades e promoção da cidadania desde a adolescência”, reforça a doutora.

Versão digital

caminhos do SUS

caminhos do SUS1

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Proposta passa a englobar o conceito de cidadania

A pesquisa liderada pela doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Letiane de Souza Machado, teve como resultado a criação do jogo “Caminhos do SUS”, um tabuleiro com situações reais inspiradas no cotidiano, que leva os jogadores a refletirem sobre temas como saúde, assistência social, racismo, gênero, bullying e cidadania. Agora, a versão digital, chamada “Caminhos da Cidadania”, ampliou o alcance do projeto, permitindo que educadores e profissionais de saúde de todo o país possam usar o jogo como ferramenta formativa, mesmo sem acesso à versão impressa.

Segundo a pesquisadora, que foi orientada pela professora Edna Linhares Garcia e coorientada pela professora Suzane Beatriz Frantz Krug, mais do que um jogo, trata-se de uma tecnologia social: um recurso educativo construído de forma coletiva com adolescentes e especialistas, que visa gerar transformação social por meio do acesso ao conhecimento e da valorização da vida. 

Com mais de 260 estudantes participantes na fase de aplicação, a pesquisa mostrou que os adolescentes conhecem pouco os serviços de atenção básica e psicossocial. Após jogarem, passaram a identificar e valorizar serviços antes desconhecidos, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), a Unidade Básica de Saúde (UBS) e os canais de emergência. Além do impacto direto na compreensão do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o jogo promove autonomia, senso de comunidade e protagonismo juvenil, como demonstrado nos cinco artigos que compõem a tese.

No total, 300 jogos físicos já foram distribuídos para escolas e serviços públicos da região dos vales. A versão digital ampliou o alcance do projeto, voltado à promoção da saúde, à cidadania e à construção do conhecimento de adolescentes sobre os serviços públicos. O jogo pode ser acessado pelo link: https://igorflores.itch.io/caminhos-da-cidadania

Outros diferenciais tecnológicos foram incorporados na versão digital. Um deles é o “super dado”, que aumenta o engajamento dos participantes até o final da partida, e a otimização de textos e cartas para tornar a experiência mais leve e dinâmica. A validação final por especialistas da área da saúde confirmou a eficácia didática e a adequação ao público adolescente.

“Para além da inovação educacional, o jogo também rompe com a visão biomédica da saúde, trazendo à tona a integralidade do cuidado e os determinantes sociais — como propõe a própria definição de saúde da Organização Mundial da Saúde. Ao colocar no centro da discussão as realidades dos jovens e os serviços que os acolhem, o “Caminhos do Sistema Único de Saúde” se posiciona como uma poderosa ferramenta de enfrentamento das iniquidades e promoção da cidadania desde a adolescência”, reforça a doutora.

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