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A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) vem desenvolvendo, desde a publicação do Caderno Orientador nº 1 — Diretriz Institucional de Qualificação dos Cursos de Graduação, um amplo movimento de qualificação acadêmica, curricular e pedagógica da graduação. A iniciativa integra as ações da Pró-Reitoria Acadêmica, por meio da Direção de Ensino e Tecnologia Educacional, em articulação com o Núcleo de Avaliação Institucional (NAI), e tem como finalidade fortalecer os cursos de graduação, atualizar os Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) e consolidar uma política institucional permanente de acompanhamento, avaliação e melhoria contínua da formação universitária.

A Diretriz Institucional de Qualificação da Graduação foi concebida como um marco orientador para que os cursos realizem um diagnóstico situacional consistente, fundamentado em evidências, em diálogo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), com as Diretrizes Curriculares Nacionais, com os instrumentos de avaliação do INEP/MEC, com os resultados da autoavaliação institucional e com as demandas sociais, profissionais e regionais.

Para a pró-reitora Acadêmica da Unisc, Chana de Medeiros da Silva, o processo reafirma o compromisso institucional com a qualidade da graduação e com a construção coletiva dos projetos formativos dos cursos. “A qualificação da graduação é uma prioridade institucional e precisa ser compreendida como um movimento permanente, articulado ao PDI, aos processos avaliativos e às necessidades da sociedade. Ao mobilizarmos coordenações, Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs), colegiados, áreas do conhecimento e setores institucionais, fortalecemos a identidade dos cursos e reafirmamos o compromisso da Unisc com uma formação universitária consistente, atualizada, de excelência e socialmente comprometida”, destaca.

O processo teve início com a organização de materiais orientadores, roteiros de análise e instrumentos de apoio às coordenações de curso, aos NDEs e aos colegiados. Entre os produtos institucionais já disponibilizados, destacam-se o Caderno Orientador nº 1, voltado à apresentação da Diretriz de Qualificação da Graduação; o Caderno Orientador nº 2, dedicado à elaboração dos Projetos Pedagógicos de Curso; e o Relatório das Rodas de Conversa, que sistematiza os principais achados dos diagnósticos realizados pelos cursos.

Como parte desse percurso, nos dias 26 e 27 de maio, foram realizadas as Rodas de Conversa: Diagnóstico e Integração Curricular para os PPCs, reunindo cursos de graduação organizados por áreas do conhecimento e grupos do CINE-Brasil. Os encontros possibilitaram a socialização dos diagnósticos elaborados pelos cursos, a identificação de convergências e desafios comuns, a análise das prioridades de qualificação e a construção de possibilidades de integração curricular entre cursos e áreas.

A partir das Rodas de Conversa, a Universidade passou a consolidar um conjunto de evidências fundamentais para subsidiar a escrita dos novos PPCs, contemplando indicadores acadêmicos, dados de permanência e evasão, resultados de avaliação externa, informações da autoavaliação institucional, matrizes FOFA, prioridades definidas pelos cursos, registros dos NDEs e colegiados, além de aspectos relacionados à arquitetura curricular, metodologias, práticas, estágios, extensão, tecnologias educacionais, acessibilidade e sustentabilidade dos cursos.

De acordo com o diretor de Ensino e Tecnologia Educacional, Rudimar Serpa de Abreu, a metodologia adotada busca organizar um percurso institucional claro, sem retirar dos cursos sua autonomia e singularidade. “A elaboração dos novos PPCs está sendo conduzida por meio de uma metodologia de redação orientada, com roteiros de atividades, encontros formativos e produção progressiva dos textos. O objetivo é apoiar os cursos para que cada Projeto Pedagógico expresse, ao mesmo tempo, a identidade institucional da Unisc, as especificidades de cada área do conhecimento e as escolhas formativas próprias de cada curso”, afirma.

Na sequência, a Unisc iniciou a etapa de Redação Orientada dos Projetos Pedagógicos de Curso, organizada em passos formativos e em encontros institucionais semanais. A metodologia prevê a disponibilização de roteiros de atividades para apoiar as coordenações na condução dos trabalhos junto aos NDEs e colegiados, assegurando que a construção dos PPCs seja participativa, orientada por evidências e alinhada às diretrizes institucionais.

O primeiro roteiro orientou a produção do capítulo de Contextualização do Curso, com foco na identidade, trajetória, justificativa, relevância social, dados gerais, indicadores acadêmicos e regulatórios, objetivos e inserção do curso no contexto institucional e regional. O segundo roteiro, dedicado à Perspectiva Estudante e Sociedade, orienta a reflexão sobre o perfil dos estudantes, formas de ingresso, acolhimento, permanência, inclusão, acessibilidade, equidade, perfil do egresso, competências, inserção social, acompanhamento de egressos e compromisso regional.

Ao longo do mês de junho, os encontros foram organizados de acordo com as perspectivas estruturantes do PDI 2026–2030, contemplando os eixos Estudante e Sociedade, Desenvolvimento Acadêmico, Econômica e Sustentabilidade e Pessoas, Organização e Infraestrutura. Esses encontros têm a finalidade de orientar os cursos na produção dos textos institucionais, por área do conhecimento e específicos de cada curso, compondo uma metodologia que articula unidade institucional e singularidade formativa.

A proposta de elaboração dos novos PPCs está organizada em diferentes níveis de escrita. Os textos institucionais asseguram coerência com o PDI, com as políticas acadêmicas e com os compromissos da Universidade. Os textos por área do conhecimento permitem identificar elementos comuns entre cursos, favorecendo articulações curriculares e acadêmicas. Já os textos específicos dos cursos expressam sua identidade, suas escolhas formativas, seu diagnóstico, suas prioridades e seu plano de ação.

Para a coordenadora do Núcleo de Avaliação Institucional, Deise Breunig, a utilização de evidências é um dos aspectos centrais do processo. “A avaliação institucional contribui para que os cursos analisem sua trajetória com base em dados, indicadores e registros produzidos ao longo do tempo. Quando esses elementos são incorporados à elaboração dos PPCs, a Universidade fortalece uma cultura de planejamento e de melhoria contínua, tornando mais visíveis os avanços, os desafios e as prioridades de qualificação de cada curso”, ressalta.

Esse movimento também está diretamente vinculado à Reorganização das Arquiteturas Curriculares (RAC), às premissas aprovadas na Conferência Universitária da Unisc e às exigências regulatórias contemporâneas da educação superior brasileira. A atualização dos PPCs busca garantir coerência entre perfil do egresso, competências, arquitetura curricular, metodologias, avaliação, extensão, práticas, estágios, tecnologias educacionais, acessibilidade, sustentabilidade e processos de gestão da qualidade.

A expectativa é que, ao final do processo, cada curso consolide uma versão atualizada de seu Projeto Pedagógico, acompanhada de um plano de ação coerente com seu diagnóstico situacional, com as prioridades de qualificação e com os indicadores de acompanhamento. O PPC passa, assim, a ser compreendido não apenas como documento regulatório, mas como instrumento acadêmico, pedagógico, institucional, gerencial e avaliativo, capaz de orientar a gestão do curso e fortalecer a qualidade da formação oferecida pela Universidade.

“Com essa iniciativa, a Unisc reafirma seu compromisso com uma graduação de qualidade, socialmente referenciada, conectada às demandas regionais e atenta às transformações da educação superior. O trabalho em desenvolvimento expressa o esforço coletivo da Universidade para fortalecer seus cursos, qualificar seus processos formativos e consolidar uma cultura institucional de planejamento, avaliação e melhoria contínua”, completa a pró-reitora Acadêmica.

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