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No dia 25 de junho de 1993, as Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul (Fisc) tornavam-se a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Antes disso, com início em 1964, já eram disponibilizados cursos como Ciências, Letras, Pedagogia, Estudos Sociais, Direito, Educação Física, Ciências Contábeis, Administração, entre outros. Hoje, 33 anos depois, são  70 cursos de graduação (45 presenciais + 15 semipresenciais + 10 EaD);  67 cursos de pós-graduação e especialização (Presenciais + EaD); e 9 Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado). Ao todo, 46.598 alunos colaram grau na Unisc.

A solenidade de instalação oficial da Unisc ocorreu em 11 de agosto de 1993, com a inauguração dos novos blocos com salas de aula; reunião dos reitores de todas as Universidades coirmãs do Rio Grande do Sul, na qual foram discutidos projetos a serem desenvolvidos pelas universidades comunitárias, que naquela época estavam organizando o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung); além de Culto Ecumênico na Catedral São João Batista.

Os anos seguintes, após o título de Universidade, em 1993, foram marcados por um acelerado desenvolvimento em todos os aspectos. Em 1994 e 1995 foi construída uma área de 2 mil metros quadrados para a Biblioteca Central da Unisc, sendo em 1996 construídos os blocos 7 e 8, com salas de aula. Em 1997, todos os cursos já funcionavam no atual campus. A partir de então, muitos novos cursos foram criados, com significativo aumento do número de estudantes.

Também foi em 1997 que a Unisc praticamente duplicou os prédios. Foi inaugurado o bloco 11, do Núcleo de Ciência e Tecnologia; o bloco 31, do Serviço Integrado de Saúde (SIS); o Auditório Central; o prédio da Reitoria; o Centro de Convivência; o prédio da Editora e Materiais; o pórtico de entrada; o abrigo para os motoristas; os blocos 12, 14 e 15 com salas de aula. Foram feitas as primeiras passarelas cobertas interligando os prédios do campus. Foram realizadas obras no entorno do Ginásio Pedagógico, construindo-se a pista atlética e as quadras esportivas, enquanto se iniciava a construção do prédio das piscinas, concluído no ano seguinte. 

Em 1998, foi construído o bloco 13, e concluído o 17, onde foram instalados os Laboratórios de Informática. Foi ainda construída a parte inicial do bloco 20, para o Laboratório de Anatomia. Em 1999 foram construídos os blocos 32, para os laboratórios de Odontologia, e 51, para os da Engenharia de Produção. Em 2000 foi a vez dos blocos 18 e 34, para atender as necessidades dos cursos de Direito e de Fisioterapia, e também o prédio do Diretório Central de Estudantes (DCE). Em 2001, foi construído o Bloco 52, onde estão os laboratórios do Curso de Arquitetura e Urbanismo.  

Carreata para comemorar a Universidade em 1993

Carreata para comemorar a Universidade

ENSINO SUPERIOR UNISC 0522

Unisc em 1993

Pós-graduação e demais campi

Em 1994, a Unisc implantou o primeiro curso de Pós-Graduação Stricto Sensu, o Mestrado em Desenvolvimento Regional que, desde 2005, também oferece Doutorado. Hoje a Unisc também oferece Mestrado e Doutorado em Direito; Mestrado e Doutorado em Educação; Mestrado e Doutorado em Letras; Mestrado e Doutorado em Tecnologia Ambiental; Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde; Mestrado e Doutorado em Sistemas e Processos Industriais;  Mestrado em Administração; e Mestrado em Psicologia.

Atendendo às propostas de parceria de alguns municípios gaúchos, a Universidade estabeleceu campi fora de sede em Sobradinho, em 1998; em Capão da Canoa, em 2001; em Venâncio Aires, em 2004; e em Montenegro, no ano de 2011. Hoje, mais de 30 anos depois, a Unisc segue desenvolvendo um papel importante em todas as regiões em que atua, reforçando o caráter de Universidade Comunitária.

ENSINO SUPERIOR UNISC 0368

Em 1997 foram inaugurados o Auditório Central, o prédio da Reitoria e o Centro de Convivência, que estavam em construção na foto 

Unisc: a Universidade Comunitária que transforma desenvolvimento em pertencimento 

"Quando uma universidade completa 33 anos, a comemoração pode parecer apenas um marco institucional. Mas, no caso da Universidade de Santa Cruz do Sul, cada aniversário carrega um significado maior, pois representa décadas de investimento coletivo em conhecimento, mobilidade social, desenvolvimento econômico e fortalecimento dos territórios onde ela está inserida.

Ao celebrar 33 anos como universidade, a Unisc remonta uma característica que muitas vezes é pouco compreendida fora do ambiente acadêmico, que é o seu caráter comunitário, a sua razão de existir. Falar de Universidade Comunitária significa falar de um modelo singular. Diferentemente de instituições orientadas prioritariamente pela lógica de mercado ou exclusivamente pelo financiamento estatal, as comunitárias nasceram do esforço organizado das próprias regiões. Foram construídas por associações, lideranças locais, entidades civis e comunidades que entenderam que educação superior não deveria ser um privilégio geográfico, tampouco social. Aqui, em Santa Cruz do Sul, isso aconteceu em 1962, quando foi criada a Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (Apesc).

Uma universidade comunitária, como a Unisc, não atua apenas formando profissionais. Ela cria ecossistemas locais de desenvolvimento. Movimenta a economia por meio da geração de empregos diretos e indiretos, fortalece setores produtivos ao aproximar pesquisa e empresas, amplia o acesso à saúde por clínicas-escola, proporciona assistência judiciária gratuita às comunidades,  qualifica a formação de professores, estimula inovação e evita que jovens precisem migrar para grandes centros para construir suas trajetórias.

O impacto econômico de uma Universidade Comunitária é visível. Cada estudante que permanece em sua região movimenta moradia, alimentação, transporte, comércio e serviços. Cada curso novo responde a demandas reais de um território. Mas, talvez, o maior impacto seja social, e esse é menos mensurável. As Universidades comunitárias alteram expectativas coletivas. Em cidades médias e regiões interioranas, elas mudam o horizonte possível de famílias inteiras. 

A própria trajetória da Unisc ilustra muito bem esse papel. Com origem ligada ao movimento de lideranças locais e expansão para quatro diferentes municípios gaúchos - Venâncio Aires, Sobradinho, Montenegro e Capão da Canoa,  e com unidade da Central Analítica em Primavera do Leste - MT, -  a Instituição consolidou presença para além do campus sede, formando até agora mais de 46 mil profissionais e estruturando uma rede de ensino, pesquisa, extensão e inovação conectada às necessidades locais. Atualmente, reúne milhares de estudantes em diferentes modalidades e mantém programas de pós-graduação que ampliam a produção científica e o desenvolvimento regional.

Em tempos em que a educação superior frequentemente é reduzida a indicadores de empregabilidade, vale recuperar uma pergunta essencial: que tipo de desenvolvimento queremos construir? Se desenvolvimento significa apenas crescimento econômico, qualquer modelo pode parecer suficiente. Mas se significa gerar oportunidades, reduzir desigualdades, produzir conhecimento e fortalecer comunidades, então a Unisc continua oferecendo uma resposta contemporânea e necessária.

E talvez o próximo passo seja justamente deixar de enxergar as universidades comunitárias apenas como instituições de ensino e reconhecê-las como uma das mais importantes forças sociais e econômicas das suas regiões e do Estado. Porque onde existe uma Universidade Comunitária forte, normalmente existe também uma comunidade que aprendeu a crescer sem abrir mão de pertencer." 

Prof. Rafael Frederico Henn,
Reitor da Unisc, Presidente da APESC e do Comung.

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