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A Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) concluiu as etapas de análises laboratoriais referentes à inspeção chinesa do tabaco de 2026. Realizado entre os meses de julho e setembro na unidade de Santa Cruz do Sul, o procedimento oficial atestou a sanidade vegetal do tabaco em folha processado da safra 2025/2026. A validação técnica é um requisito obrigatório para viabilizar o embarque do produto para a China, um dos parceiros comerciais do agronegócio nacional.

As atividades desenvolvidas no Laboratório de Fitopatologia seguem as diretrizes do protocolo bilateral de comércio firmado entre Brasil e China em 2010. Como unidade oficial credenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Central Analítica analisou os lotes coletados pelo MAPA em sete indústrias fumageiras da região. O objetivo principal foi comprovar a total ausência de nove pragas quarentenárias de alto risco econômico: seis espécies de insetos; dois tipos de sorgos (plantas daninhas); o fungo mofo azul (Peronospora tabacina), apontado como a principal preocupação fitossanitária das autoridades chinesas desde os primeiros acordos do setor. As análises realizadas nas amostras representam aproximadamente 49 milhões de quilos de tabaco. 

A coleta dos materiais foi realizada diretamente nas empresas exportadoras por fiscais do MAPA, que também supervisionaram a rastreabilidade e a segregação dos lotes. Paralelamente, técnicos da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC)acompanharam as rotinas analíticas na Unisc em formato híbrido, combinando auditorias presenciais e transmissões via videoconferência. O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e as empresas do setor coordenaram o suporte logístico e institucional das inspeções.

Ciência a serviço do agronegócio

Os diagnósticos laboratoriais refletem a colaboração entre o conhecimento científico gerado na Universidade, e as demandas da região e do mercado global. Para a responsável técnica da unidade, a precisão em cada resultado é o que contribui para o comércio internacional do tabaco. “Atestar a segurança fitossanitária do tabaco é essencial para manter a qualidade e credibilidade
do nosso produto exportado”, relata a bióloga e responsável técnica pelo Laboratório de Fitopatologia, Hidrobiologia e Microbiologia da Central Analítica, Adriana Düpont Schneider que ainda ressalta a atuação da Central Analítica da Unisc na contribuição para a posição do Brasil como líder mundial em exportação de tabaco, através da certificação fitossanitária, e agregando valor à cadeia produtiva nacional.

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