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Entre fevereiro e agosto deste ano, a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental (PPGTA) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Giséle Alves, realizou estudos sobre microalgas na Universidade de Almería, na Espanha. O doutorado sanduíche foi realizado via edital do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI)/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de apoio a Projetos Internacionais de Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação.

No laboratório, Gisele trabalhou diariamente com pesquisadores e estudantes de diversas nacionalidades, incluindo Colômbia, Itália, Alemanha e Panamá. Durante os seis meses que residiu lá, ela confirma que tal convivência mostrou a ela que a ciência é construída de forma colaborativa e que diferentes experiências, conhecimentos e perspectivas podem contribuir para o desenvolvimento de uma mesma pesquisa. “Houve a colaboração de vários colegas em minha pesquisa, engrandecendo o trabalho. Também foi uma oportunidade de aprender novas metodologias, conhecer diferentes estruturas de pesquisa e aprimorar conhecimentos que poderão contribuir diretamente para a minha tese de doutorado e para a minha produção científica.”

A experiência permitiu que Giséle colabore com pesquisadores de referência na área de biotecnologia de microalgas, como Tomás Lafarga e Francisco Gabriel Acién Fernández, cujas trajetórias e temas de atuação como valorização de coprodutos, produção de biomassa, escalonamento de fotobiorreatores e aplicações sustentáveis, dialogam diretamente com o projeto desenvolvido por Giséle.

“Para mim, essa experiência internacional representa a oportunidade de aprender com pesquisadores que são referências na área e, ao mesmo tempo, trazer novos conhecimentos e perspectivas para fortalecer a pesquisa que desenvolvo no Brasil. A experiência permitiu fortalecer uma rede de colaboração que ultrapassa as fronteiras da universidade e do próprio país, criando possibilidades para novos trabalhos, publicações e futuras parcerias. Para mim, essa troca científica foi um dos principais resultados da experiência.”

Para a doutoranda, a experiência foi muito mais do que uma etapa acadêmica, foi uma oportunidade de sair da  zona de conforto, aprender com diferentes pessoas e realidades, fortalecer a pesquisa e compreender ainda mais que a ciência não possui fronteiras. “Voltar ao Brasil depois dessa experiência traz uma sensação de crescimento e, principalmente, de responsabilidade. Retorno com novos conhecimentos, novas perspectivas sobre a pesquisa, novas relações profissionais e uma visão mais ampla sobre a importância da colaboração científica internacional.”

Colaboração: Estagiária Pietra Grotto
sob supervisão das jornalistas Tatiane Luci Rodrigues e Bruna Lovato

Giséle

Giséle centro

Giséle (centro)

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