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Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional

O PPGDR ao longo de sua trajetória de 25 anos vem desenvolvendo, de forma continuada, um conjunto de projetos e de atividades de inserção social que alcançam tanto as instituições, organizações sociais e comunidades mais próximas, através da realização de trabalhos de pesquisa e extensão, de palestras e de eventos, quanto comunidades de outras regiões através de palestras e de publicações de docentes e de alunos, bem como através da formação de alunos e da atuação profissional dos egressos do Programa.

 

O projeto de pesquisa e extensão “Banco de Dados Regional do Vale do Rio Pardo” é uma ação do Observa-DR, coordenado pelo professor Rogério Silveira, e conta também com a participação dos professores Grazielle Brandt e Silvio Arend, bem como de alunos do PPGDR, e bolsistas de iniciação científica. O projeto começou a ser desenvolvido em 2012 e está organizado com base no recorte territorial da região de atuação do COREDE do Vale do Rio Pardo (VRP), com a qual o PPGDR tem interagido e atuado na realização de diagnósticos regionais e na elaboração de planos de desenvolvimento regional. Assim, integram essa base territorial regional os 24 municípios que constituem o VRP. Já o recorte temporal contemplado é aquele relativo ao período entre 1995 e os anos mais recentes, cujos dados já estão disponibilizados pelas diferentes instituições governamentais que os coletam. O Banco de Dados está organizado a partir dos seguintes eixos temáticos: a Configuração Físico-territorial; a Demografia; os Indicadores sociais; a Economia; e a Agropecuária. Este acervo de dados e informações está disponível para download em forma de planilhas, notas interpretativas, gráficos e mapas temáticos selecionados, através do Portal do Observa-DR. O projeto também disponibiliza ao público acadêmico e em geral um conjunto de dados secundários e informações sobre aspectos econômicos, sociais, demográficos e geográficos do VRP, de modo a contribuir com o processo de planejamento territorial da região. Também prevê a realização de oficinas gratuitas que visam capacitar a comunidade regional a como melhor acessar e utilizar os dados secundários disponibilizados pelo projeto. Em 2019, os pesquisadores realizaram o levantamento e a organização de dados sobre o mercado de trabalho, emprego formal e desemprego, deslocamentos pendulares para trabalho nos municípios da região, bem como sobre a dinâmica econômica dessa região. O objetivo é oferecer dados e informações atualizadas aos pesquisadores, gestores públicos, organizações, cidadãos e a todos os demais interessados, de modo a qualificar o debate, a definição e a avaliação de políticas e processos de desenvolvimento e de planejamento regional.

O PPGDR mantém importante interação com o COREDE do VRP, instituição que reúne um conjunto representativo de instituições da sociedade civil, prefeitos municipais, organismos do RS que atuam na região do VRP. O PPGDR tem participado ativamente, através do trabalho dos docentes Rogério Silveira, Silvio Arend e Markus Brose das ações de planejamento regional coordenadas pelo COREDE. Uma ação que merece ser destacada é quanto ao processo de Planejamento Estratégico de Desenvolvimento Regional do Estado do RS, coordenado pela Secretaria Estadual de Planejamento e implementado pelo Fórum dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento. Tal participação tem sido diversa, seja assessorando o COREDE-VRP, coordenando a elaboração de diagnósticos técnicos, assessorando a realização de planos estratégicos de desenvolvimento, ou através de palestras em eventos do COREDE, relacionados com planejamento regional, através da consolidação dos diversos processos territoriais. Em todas essas atividades, sempre que possível, os professores têm proporcionado a oportunidade aos alunos do PPGDR de acompanharem e colaborarem nas atividades, tornando o Programa, e consequentemente, a UNISC, participantes ativos nas discussões sobre e formulação de políticas para o Desenvolvimento Regional. Nos anos de 2018 e 2019 o PPGDR participou da implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional do COREDE VRP, sob a coordenação do professor Rogério Silveira e a participação de doutorandos, mestrandos e estudantes bolsistas de iniciação científica e de extensão da UNISC. Dentre as atividades desenvolvidas destaca-se a organização e coordenação, em conjunto com o COREDE-VRP, ao longo de 2018 e 2019 de reuniões e seminários visando o acompanhamento e a implementação dos projetos prioritários do Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Pardo. As atividades têm sido muito produtivas, contando com muito boa participação da comunidade regional e têm como objetivo proporcionar a apresentação e discussão dos principais projetos e ações de planejamento, atuais e futuras, através das instituições que atuam no território do Vale do Rio Pardo, visando potencializar e articular os recursos disponíveis na região em prol do desenvolvimento regional.

O projeto do Arranjo Produtivo Local da Agricultura Familiar tem como o objetivo apoiar as ações da governança para promover o desenvolvimento do APL de Agroindústria e Alimentos da Agricultura Familiar do VRP, através de ações articuladas e cooperadas para facilitar o acesso dos agricultores familiares aos recursos de políticas públicas municipais, estaduais e federais e organizar a cadeia de produção e comercialização de alimentos in natura, com processamento mínimo e agroindustrializados. Desde janeiro de 2016 os professores Virginia Etges, Erica Karnopp, Cidonea Deponti e Silvio Arend juntamente com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da UNISC assumiram a gestão do APL, tendo em vista a relevância dessa iniciativa para o desenvolvimento da região do VRP. O APL VRP, formado por um conjunto de mais de 80 entidades que constituem um vigoroso tecido social da região busca, através de uma governança participativa, articular e realizar ações que visam aumentar significativamente à produção de alimentos, já que esta não é a principal atividade agropecuária do VRP, visto que o tabaco ainda é predominante. Neste sentido, a governança do APL VRP definiu como objetivo o fomento da produção de alimentos pela agricultura familiar, agregando valor com processamento mínimo e agroindustrialização de parte dessa matéria prima produzida, ao mesmo tempo desenvolvendo mecanismos de comercialização para esta produção. Em 2017 o doutorando do PPGDR, João Paulo Reis Costa assumiu a Coordenação do APL, dado o seu envolvimento ativo com o projeto e também pela sua trajetória de trabalho junto à Escola da Família Agrícola de Santa Cruz do Sul e junto aos movimentos sociais do meio rural da região. Tal fato merece ser destacado, pois revela o compromisso também dos discentes do PPGDR com o desenvolvimento das regiões onde atuam. Em 2019 o PPGDR, através da atuação da pós-doutoranda Potira Preiss, assessorou o APL elaborando roteiro de pesquisa sobre a demanda de consumidores de produtos agroecológicos entre docentes, alunos e funcionários da APESC, mantenedora da UNISC. Com base nos resultados obtidos na pesquisa, a UNISC, através do PPGDR, organizou a Feira Agroecológica para a comercialização de produtos orgânicos. As duas edições da feira aconteceram nos meses de novembro e dezembro de 2019 e será continuada em 2020.

Grupo de Estudos e Pesquisas em Envelhecimento e Cidadania (GEPEC) é coordenado pela Professora Silvia Virginia Coutinho Areosa e atua na região do VRP, realizando ações de pesquisa e extensão. Dentre as principais atividades destaca-se a participação em fóruns representativos da sociedade, na temática do Envelhecimento Humano, como a representação junto ao Conselho Municipal do Idoso (Santa Cruz do Sul) e o Fórum Gaúcho do Ensino Superior sobre o Envelhecimento Humano. Este ano à professora passou a integrar à comissão de legislação, finanças e projetos do CMI e organizou à VI conferência municipal do Idoso do município e o 1º encontro da rede de proteção ao idoso de santa Cruz do Sul na Universidade. O grupo desenvolve ações de extensão junto a Universidade Aberta para o Adulto Maior (UNIAMA) na UNISC, recebendo idosos da região para uma proposta de educação permanente. Desde 2017 as atividades de pesquisa estão centradas na população idosa que reside no meio rural do município de Santa Cruz do Sul, buscando identificar o perfil socioeconômico e demográfico, localizando e situando espacialmente a referida população, bem como investigando suas representações sociais sobre a velhice e os traços culturais presentes nas ideias, afetos, crenças, reflexões e valores. Essa pesquisa foi uma demanda do Conselho Municipal do Idoso e possui financiamento do Fundo Municipal do Idoso.

A pesquisa da Cesta Básica Nacional é realizada mensalmente nos principais pontos de venda (supermercados) de Santa Cruz do Sul pelo docente Silvio Arend. Os dados coletados oferecem à população informações sobre a evolução dos preços no próprio município, através de sua divulgação pelos órgãos de imprensa local (jornais Gazeta do Sul e Riovale Jornal; rádios Santa Cruz AM 550 e Gazeta AM 1170 e no canal de televisão RBS TV, sucursal dos Vales do Rio Pardo e Taquari), bem como através de entrevistas para os referidos meios de comunicação, momento em que são discutidas questões relacionadas ao comportamento da economia brasileira em geral e da inflação em especial. A Cesta Básica Nacional relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do Salário Mínimo no Brasil.

Desde 2014 é desenvolvido o projeto “Assessoria de Comunicação ao Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia”, junto à ONG Capa, que assessora agricultores familiares na produção de alimentos de base ecológica, no associativismo e em questões associadas a isso. O projeto consiste em planejar e executar ações de comunicação junto aos públicos do CAPA e da cooperativa de agricultores ecologistas por ele assistida,  tais quais agricultores e agricultoras familiares, jovens rurais, imprensa regional e sociedade em geral. Em 2019 foram produzidos os seguintes produtos comunicacionais: capacitação de jovens rurais agroecologistas em mídias sociais (com vistas ao uso para comercialização de produtos); produção de conteúdo para a página da cooperativa Ecovale na rede social Facebook; produção de um vídeo documental sobre a trabalho em saúde coletiva dos grupos de agricultores; produção de folheteria (folders, flyers, convites);  ações de comunicação nas feiras e loja da Ecovale para agricultores e consumidores; produção de notícias do CAPA e Ecovale para a imprensa regional; produção de notícias para as mídias próprias do CAPA (Jornal Recado da Terra, Side rede CAPA) e Ecovale (redes sociais). As atividades foram realizadas por dois bolsistas de extensão, com a supervisão da professora coordenadora do projeto. O projeto tem forte inserção social na medida em que viabiliza ações de comunicação social, com vistas à divulgação de informações e de conhecimento via mídias - comercial e alternativas - sobre a atuação de uma ONG e uma cooperativa de agricultores ecologistas fortemente inserida na região, com mais de aproximadamente 40 anos de existência, pioneira na prática da Agroecologia na região do Vale do Rio Pardo/RS. Permite, por meio de suas ações, que a população da região conheça uma alternativa de produção e de consumo de alimentos que respeita o meio ambiente e, nele as pessoas (agricultores e consumidores). Dada a característica do território onde se situa, cuja marca produtiva principal é o cultivo e o beneficiamento do tabaco com vistas à produção de cigarro, o projeto de extensão põe em evidência que outros modelos de agricultura, assim como de alimentação, são possíveis, dando condições às organizações assessoradas de alcançarem visibilidade pública por meio da mídia e disputarem sentidos entre os modelos de desenvolvimentos propostos para a região.

Financiado pelo Edital Universal do CNPq e realizado em parceria pela UFRGS – Litoral Norte e UNISC-RS - foi um projeto que contou com a parceria da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural-EMATER/RS, da Associação dos Fumicultores do Brasil e do Arranjo Produtivo Local (APL) Produção de Alimentos e Agroindústria do Vale do Rio Pardo. Após a pesquisa foram identificadas 58 técnicas, tecnologias, processos ou produtos gerado pelos agricultores, com base neste resultado foram selecionados 18 casos considerados mais significativos para a equipe do projeto. Os resultados obtidos foram catalogados e disponibilizados no site: https://www.ufrgs.br/observatoriosolucoesaf/

O NEGAF foi criado a partir do Projeto suprarreferido no ano de 2017 e mantém atualmente seu funcionamento. O Núcleo conta com a parceria da EMATER/ASCAR-RS, do CETAM - Montenegro/EMATER, dos alunos dos cursos de graduação em Contábeis e Administração do Campus de Montenegro/UNISC, da ACI/Montenegro-Pareci Novo, da Secretaria do Campus de Montenegro e das Secretarias de Agricultura dos municípios do Vale do Caí e de Sobradinho. O Núcleo possui os seguintes objetivos: receber demandas de agricultores familiares do Vale do Caí-RS e de Sobradinho relacionadas à gestão rural; auxiliá-los nos processos de registro das informações, controle gerencial e de custos; realizar o acompanhamento in loco das propriedades dos agricultores familiares que buscarem a Universidade; e desenvolver um sistema de gestão rural da propriedade adequado às necessidades dos agricultores familiares. A equipe do projeto caracteriza-se como interdisciplinar, pois agrupa professores e acadêmicos de diversas áreas do conhecimento, dentre elas a economia, a administração, o serviço social, a contabilidade e os sistemas de informação. O trabalho realizado pela equipe do Núcleo tem procurado avançar em termos de intervenção, no sentido de construção coletiva, ou seja, de aproximar os sistemas de sentido, de aproximar a Universidade à Comunidade, o conhecimento científico ao conhecimento popular. O Núcleo também realizou, participou e auxiliou os agricultores familiares em diversas atividades, dentre elas destacam-se: a) Participação na Audiência Pública Acesso à Telefonia Móvel e Internet – nesta oportunidade foi apresentado para o público presente o resultado da pesquisa que originou o Núcleo. Esses resultados foram encaminhados para a Assembleia Legislativa aos cuidados do Deputado Elton Weber para dar subsídios à construção do Projeto de Lei sobre Telefonia Móvel no Meio Rural; b) Auxílio para participação de dois agricultores vinculados ao Núcleo na Chamada Pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Instituto Federal de Feliz; c) Participação e acompanhamento dos agricultores ao Seminário sobre Agroindústria realizado pelo SEBRAE; d) Participação do Seminário sobre a Produção Agroindustrial Artesanal realizado pela FETAG e UERGS e elaboração de documento que será enviado ao Ministério Público Estadual para discussão sobre a situação da agricultura familiar; e) Participação do Dia C da Ciência com a Oficina de Integração sobre Empreendedorismo, Cooperação e Motivação para o Trabalho conduzida pelo aluno do PPGDR, por Carlos Esau; f) Participação em dois Programas de Rádio, rádio América e Rádio Viva para divulgação da palestra acima referida em alusão ao Dia C da Ciência, g) Análise econômica e contábil de seis propriedades vinculadas ao Núcleo; h) Entrega dos resultados da análise para duas propriedades até o momento;i) Participação na Semana da Ciência e da Tecnologia com o tema “De onde vem o alimento?” e visita à propriedade rural do agricultor Felipe Kranz com a participação dos primeiros anos do Ensino Fundamental do Instituto de Educação São José (escola comunitária) de Montenegro-RS; j) Apresentação no Salão de Extensão e Ensino da UNISC; k) Criação da logomarca do Núcleo - NEGAF. No ano de 2019 o NEGAF não realizou atividades, contudo em 2020 voltará a realizar suas ações de extensão.

Esta comissão foi formada por membros representantes de instituições que têm interesse no rural. A comissão é formada pelas seguintes instituições: COMDER, EMATER, CETAN, UNISC, UPAN, SECRETARIA DA SAÚDE, SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL DE MONTENEGRO, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO. O objetivo da comissão é estruturar o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural do município. O trabalho da comissão ocorre simultaneamente as reuniões coletivas de discussão do plano. No ano de 2019 foram realizadas 2 reuniões com a presença da grande plenária, envolvendo mais de 60 pessoas e 4 reuniões da comissão.  Além disso, também foi realizado um Seminário de Mobilização para construção do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural no dia 10 de dezembro de 2019. No momento a Comissão está trabalhando na priorização da FOFA construída coletivamente com a comunidade.

No âmbito do projeto de pesquisa: Planejando paisagens: adaptação à mudança climática na Bacia do Rio Pardo, foram estabelecidas duas componentes de inserção regional. Na componente “Fontes de energia” foi realizado levantamento de opinião e motivação de produtores de energia fotovoltaica no município de Santa Cruz do Sul e entorno. Foram visitados os sistemas fotovoltaicos de pessoas físicas e jurídicas, bem como instituições de apoio técnico e financeiro. Adicionalmente foi realizada visita de campo à zona rural dos municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul, área objeto de licenciamento da maior lavra de carvão mineral a céu aberto no país, e possível local de instalação do polo carboquímico previsto pelo programa PROCARVÃO-RS. Na componente “Planejamento hídrico”, em articulação com o Núcleo de Gestão Pública (NGP) da UNISC, foram realizadas visitas técnicas a iniciativas de proteção de nascentes e fomento a produtor de água na região. Os municípios de Vera Cruz, Herveiras e Sinimbu tem projetos iniciados, ou em andamento, que fomentam a produção de água potável na zona rural. Esta articulação resultou na participação ativa na criação do protótipo de uma agência de bacia para estimular a cobrança pela água na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, a Associação Pró-Gestão dos Recursos Hídricos do Rio Pardo. O primeiro projeto desta associação deve ser a implementação de ações por multa ambiental por contrato com o Ministério Público. Dados coletados ao longo deste processo foram inseridos nas disciplinas ministradas na graduação e na pós-graduação da UNISC.

Ação importante de inserção social iniciada em 2017 e que teve continuidade em 2018 e 2019, é o Curso de Especialização Educação do Campo e Desenvolvimento Regional, realizado em conjunto com a Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (EFASC). O curso tem como objetivo contribuir na qualificação do processo ensino-aprendizagem no contexto da Educação do Campo, através da formação de docentes para atuarem nas Escolas de Família Agrícola da região do Vale do Rio Pardo e que estejam aptos a compreenderem a relevância do papel da Escola do Campo no processo de formação de jovens que vivem no meio rural. O curso foi aprovado pelo Conselho de Pesquisa e Extensão - CONPPEX da UNISC em 2016, e teve início no primeiro semestre de 2017, contando com 20 alunos provenientes da região. Em 2019 a especialização foi concluída com as Bancas de Defesa das pesquisas realizadas no âmbito da Educação do Campo. A comunidade acadêmica foi convidada, bem como a comunidade regional, composta por cooperativas, sindicatos, associações, pais e filhos de agricultores e atores envolvidos no processo de desenvolvimento regional. Para 2020 o PPGDR/UNISC pretende realizar a publicação dos artigos aprovados no Lato Sensu Educação do Campo, através de um E-Book.  

Em novembro de 2018, o PPGDR realizou um curso de extensão de 20 horas sobre avaliação de políticas públicas por solicitação do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. O referido curso foi coordenado pela prof. Drª. Cláudia Tirelli, e contou também com a participação dos professores Silvio Arend e Markus Brose, e pela pós-doutoranda Tanise Freitas que ministraram disciplinas relativas ao temário da avaliação de políticas públicas. O público do curso foi constituído por vinte cinco servidores entre técnicos e auditores do Tribunal de Contas do RS que puderam atualizar seus conhecimentos sobre o conceito de políticas públicas, construção de indicadores de avaliação de políticas públicas, avaliação de impacto das políticas públicas, e avaliação qualitativa de políticas públicas. O resultado dessa atividade de extensão do PPGDR junto ao TCE-RS foi amplamente positivo e resultou em agosto de 2019 na assinatura de um convênio de cooperação entre o PPGDR-UNISC e o TCE-RS visando à cooperação técnica em matéria de avaliação de políticas públicas no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul.

Durante o ano de 2019 foi iniciado um trabalho de sistematização das atividades realizadas pelo FGTAS/SINE Santa Cruz do Sul. O referido trabalho, realizado em parceria com o SINE de Santa Cruz do Sul tem como objetivo sistematizar todas as atividades de intermediação de empregos realizadas em Santa Cruz do Sul no período entre 2014 e 2020. É um trabalho que está em andamento e que deve se estender, também, para dois outros municípios gaúchos durante o ano de 2020: Caxias do Sul e Passo Fundo. De um modo preciso, o trabalho compreende o levantamento e a organização de dados tais como: a) número de pessoas que procuraram o SINE para inscrição nos cadastros de empregos; b) perfil socioeconômico das pessoas que procuraram o SINE para inscrição nos cadastros de empregos; c) número de pessoas que efetivamente foram empregadas através do SINE; d) perfil do emprego alcançado (setor de atividade, salário etc.); d) demais atividades realizadas pelo SINE.

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