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Feminicídio, tão perto!

            No dia 12 de agosto, paramos, com um sentimento de muita solidariedade, para pensar na morte da Francine, para pensar na vida, no coletivo que estamos constituindo como seres humanos. Paramos para pensar no medo que nos assola, nos rostos e corpos que, assim como o de Francine, já foram dilacerados. Paramos para pensar no desencanto da família, da cidade, nosso desencanto. Paramos para pensar no feminicídio, fenômeno recorrente em nossos tempos, nos dados de violência e morte da mulher, não “morte morrida”, mas “morte matada”, como diz nosso poeta João Cabral de Melo Neto. Os dados nos dizem que são 4.473 homicídios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em relação a 2016. Isso significa que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Nesse momento, compartilhamos o silêncio, a dor, a indignação da família, dos amigos, da cidade, que também é nossa e que nos faz pensar muito, com todo o sentimento! A morte de Francine nos faz pensar num coletivo, que daqui para frente teremos que construir em nosso cotidiano, em nossas políticas e em nossos gestos, que aprenda a respeitar a mulher como pressuposto básico da vida.

Nosso profundo pesar, respeito e solidariedade aos familiares e amigos.

*Ana Luisa Teixeira de Menezes e demais docentes do Departamento de Psicologia da Unisc.

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