Edição do Mês

A REVISTA SPARTACUS – Revista Eletrônica dos Acadêmicos do Curso de História da Universidade de Santa Cruz do Sul - está recebendo contribuições para a edição do segundo volume, cuja temática é “Movimentos Sociais na América Latina no Século XX”. A data limite para envio de trabalhos será o dia 30/05/2010. Também serão aceitos artigos que não se enquadrem no dossiê.

Contamos com a colaboração de todos os interessados e nos colocamos à disposição para esclarecimentos por meio do endereço revistaspartacus@yahoo.com.br

 

O DEBATE HISTORIOGRÁFICO ENTRE MOYSÉS VELLINHO E MANOELITO DE ORNELLAS

Autor(a): Carina Santos de Almeida

Resumo: A historiografia gaúcha da primeira metade do século XX esteve preocupada em compreender as questões históricas da formação do território, buscou nestas condições encontrar respaldo para a identidade rio-grandense.  Neste contexto, apresentam-se os historiadores Moysés Vellinho e Manoelito de Ornellas, representantes de duas matrizes ideológicas gaúchas, a lusitana e a platina, respectivamente. Assim, o artigo se propõe a identificar os pontos de aproximação e distanciamento entre estes ensaístas, da mesma forma que compreender a importância de suas análises para a historiografia gaúcha.


IMIGRAÇÃO ALEMÃ E FUMICULTURA: A COLÔNIA DE SANTA CRUZ (RS) NO PERÍODO IMPERIAL BRASILEIRO.

Autor(a): Carlos Gabriel Costa

Resumo: O presente artigo procurará analisar a formação social e econômica do atual município de Santa Cruz do Sul, desde o surgimento da Colônia em 1849, até o final do Período Imperial no ano de 1889. Contemplando assim determinados aspectos como, por exemplo, os motivos que levaram a vinda de imigrantes alemães ao Brasil, e desta forma procurar analisar o motivo(s)  de o fumo ter se transformado no principal produto da economia local, este perdurando até a atualidade. Para tanto procurará fazer-se um comparativo deste produto com os demais cultivados em outras áreas de mesma colonização, e assim, entender o porque de sua inserção na economia local como catalisador de um acúmulo de capital, considerando bem como a localização geográfica da então Colônia de Povoamento no estado do Rio Grande do Sul.


DENTIDADE CULTURAL E ALTERIDADE: PROBLEMATIZAÇÕES NECESSÁRIAS

Autor(a): Joice Oliveira Pacheco

Resumo: Este artigo pretende ser uma reflexão teórica acerca da configuração da identidade cultural na pós-modernidade e relativa produção da alteridade. Com base numa concepção identitária não-essencialista, refletimos o sujeito, a (re)produção, representação e (re)significação da identidade cultural  na modernidade e na pós-modernidade buscando identificar os mecanismos de construção identitária, suas subjetividades e suas  relações com a produção e a representação da alteridade, atentando de maneira um pouco mais específica para o fortalecimento do comunitarismo e da comunidade que se apresentam enquanto fontes de possibilidade de segurança nesse momento marcado  pela incerteza. Procuramos ainda, evidenciar os problemas decorrentes da relação identificação/diferenciação e principalmente o caráter político-estratégico que perpassa essa relação.   


VARIAÇÕES DE UM MESMO TEMA: AS RELAÇÕES ESCRAVISTAS NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA

Autor(a): Melina Kleinert Perussatto

Resumo: O presente artigo pretende trazer alguns apontamentos elaborados pela historiografia brasileira acerca da escravidão, especificamente no que se refere à análise das relações escravistas. Na década de 1930, Gilberto Freyre procurou superar a negatividade atribuída à miscigenação pela historiografia conservadora remanescente do Império. Para tanto, utilizou o viés culturalista de análise de Franz Boas em detrimento do determinismo racial. Sua teoria, que pressupõe a brandura na relação entre senhor e escravo e o equilíbrio de antagonismos, foi alvo de críticas especialmente a partir da década de 1950. Filiados à escola da USP, sociólogos e historiadores incorporaram o conflito social e a violência para analisar a sociedade escravista, elaborando a teoria do escravo-coisa e evidenciando a face cruel da escravidão. A partir dos anos 1980 outra matriz interpretativa começa a se delinear. Nessa perspectiva, o escravo torna-se sujeito histórico e as relações escravistas são consideradas complexas e dinâmicas, estando escravos e senhores inter-relacionados e interdependentes.


FOLIA EM SANTA CRUZ DO SUL: APONTAMENTOS SOBRE COMO SE BRINCA O CARNAVAL EM SANTA CRUZ DO SUL/RS (1891-1941)

Autor(a): Débora Inês Vogt

Resumo: A festa, enquanto espaço de sociabilidade de uma sociedade, tem sido alvo de significativas análises interdisciplinares buscando interpretar dimensões particulares das sociedades nas quais as celebrações se reproduziram. Neste contexto, o carnaval tem inspirado inúmeras pesquisas. No entanto, a historiografia associa a existência da festa de comemoração dos Dias Gordos ao contexto espacial urbano, ou seja, nega sua existência no meio rural. Contudo, a partir das práticas de história oral através de entrevistas realizadas com moradores que viveram e/ou conviveram no perímetro rural da cidade de Santa Cruz do Sul, na primeira metade do século XX, verificou-se indícios e apontamentos da existência de uma festa – Schrapfest –, no período que antecede a Quaresma. Em determinadas áreas, observou-se um controle religioso exercido através da figura do padre. Sobressaíram-se, porém, características no que concerne aos aspectos familiares, a fartura em alimentos e a folia/alegria, garantida pela música e dança do grupo. As entrevistas também revelaram uma dinâmica festiva bastante peculiar, com diferenças significativas entre as construções do meio urbano e rural.





voltar :: imprimir página