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Aluno da Unisc tem bolsa Erasmus Mundus
05/05/2009
A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) tem seu primeiro aluno beneficiado com uma bolsa do Erasmus Mundusna área de mestrado. O estudante Joseph John Laughinghouse se formou em Ciências Econômicas pela Unisc no começo deste ano e foi selecionado em diversos programas de mestrado na Europa, tendo escolhido o programa de mestrado em Economia da Integração Européia e Comércio Internacional. A conquista foi resultado de um dedicado estudo, conciliado com experiências de intercâmbio.
O curso para o qual Laughinghouse foi contemplado com a bolsa é denominado M.A. Economics of European Integration and International Trade, e tem segmento no ano letivo 2009/2010. A seleção foi realizada em amplitude mundial, sendo selecionadas 17 pessoas. “Agora eu tenho status Erasmus Mundus, pois foi essa a bolsa que consegui, o que é muito prestigioso”, conta o aluno. A bolsa é financiada pela comunidade européia e é considerada uma das mais conceituadas.
No período de um ano, entre 2007 e 2008, Laughinghouse cursou um conjunto de disciplinas já pensando em cursar pós-graduação stricto sensu na Europa. O retorno, no segundo semestre de 2008, foi para concluir a monografia, orientada pelo professor Silvio Cezar Arend. Entre os mestrados em que foi aceito sem bolsa de estudos estão os de MSc Finance, na Plymouth University; MSc Economics and Financial Economics, na University of Nottingham; MSc International Finance and Development Economics, na University of Kent; e MSc Finance and Business Economics, na University of Manchester.
O estudo de Laughinghouse se desenvolverá em três países europeus. O primeiro trimestre será cursado na Staffordshire University, Inglaterra (ou Lille, França). O segundo trimestre em Antwerp, Bélgica. Já o terceiro será desenvolvido na Faculdade de Economia da Universidade de Praga, na República Checa. “Eu queria agradecer aos professores, à instituição, e ao Departamento de Economia, porque sempre me auxiliaram e, com certeza, teria sido mais difícil estas conquistas sem essas colaborações”, finaliza.
As razões que fazem a China ser a nova potência mundial
UNISC > PROFESSOR FOI DESCOBRIR POR QUE O PAÍS CRESCE 10% AO ANO
Roberto Patta
geral@gazetadosul.com.br
As diferenças entre Brasil e China vão muito além do idioma e da escrita. Enquanto o país das Olimpíadas cresceu a uma taxa média de 9,74% ao ano entre 1980 e 2006, a evolução da economia brasileira no mesmo período foi de 2,4%, também na média. A comparação fez parte da palestra apresentada quintafeira à noite na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) pelo professor Carlos Pagel Paiva aos alunos do curso de Ciências Econômicas.
Para saber por que a China se tornou uma potência mundial, o economista foi lá conferir. A viagem de um mês ocorreu no início do ano. “Se você pegar os 130 países que têm dados disponíveis no site do Fundo Monetário Internacional, a China é o que mais cresceu. O Brasil está na posição 108”, diz Paiva, que é pesquisador da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional da Unisc.
Ele garante que o crescimento chinês não está apoiado nos baixos salários e nas leis trabalhistas deficientes. “Salário baixo é o que não falta na América Latina e na África e nem por isso essas regiões apresentam a evolução econômica que a China tem”, analisa. Com o quarto maior território do mundo, o país tem 1,3 bilhão de habitantes.
O pesquisador ressalta que vários países – e não apenas a China – estão afetando setores da economia brasileira. “Com a nossa taxa de câmbio, comprar no exterior sempre é mais barato”, explica. Segundo Paiva, a China coloca em prática uma boa política de desenvolvimento. “Ela tem desvalorizado a sua moeda, enquanto o Brasil, ao contrário, faz uma política inflacionária baseada simplesmente na valorização do real frente ao dólar. Com isso, todas as mercadorias importadas ficam muito baratas.”
A partir dessa realidade, segundo o palestrante, os setores mais prejudicados são aqueles que geram emprego – por exemplo, calçados, vestuário e brinquedos. “São áreas de baixa tecnologia, mas muito criadoras tecnologia, mas muito criadoras de postos de trabalho. Como elas têm uma relação salário–câmbio muito peculiar – quando a nossa moeda se valoriza a taxa de salário não cai –, acabam recebendo um maior impacto”, continua.
“São empresas com mais dificuldade para exportar e que, ao mesmo tempo, mais se abrem para o mercado externo.”

Importações não podem basear o desenvolvimento
O professor Carlos Paiva criticou a política adotada por al-gumas empresas brasileiras, de comprar o que a China produz e vender no mercado interno. “Essa é uma alternativa fácil para quem só está preocupado em ganhar dinheiro. O problema é que dessa forma você não gera empregos. E vai vender para quem?”, diz. “Não se pode montar um programa de desenvolvimento baseado em importações. Elas devem estar associadas a um processo de complementação da cadeia produtiva interna.”
Segundo o palestrante, a mudança na política agropecuária da China, por exemplo, tem conseqüências no Vale do Rio Pardo. “Ela ainda é o principal importador de tabaco do mundo, mas está se tornando um produtor de forma crescente, um produtor competitivo nessa área.”
Em relação à legislação trabalhista, Paiva garante que o fato dela ser mais flexível lá não significa que os chineses tenham uma padrão de vida inferior. “Pelo contrário, a começar pelo camponês. A China tem 500 milhões de agricultores e apenas 1% possui mais de um hectare. As pequenas propriedades se generalizaram, garantindo que a população tenha condições básicas de sobrevivência”, garante.
“Ninguém pode ser desempregado e mandado embora do campo. Não é corrreto comparar a política trabalhista chinesa com a nossa. Só se nós tivéssemos o mesmo padrão de acesso aos direitos elementares”, continua. “Eles têm saúde, educação e posse da terra. Nosso trabalhador conta apenas com uma legislação trabalhista que infelizmente nem sempre é seguida.”
Fonte: Gazeta do Sul, 23 e 24 de Agosto de 2008
ECONOMIA DO CRIME FOI TEMA DE PALESTRA NA UNISC
No dia 16 de junho esteve na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) o professor da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), Pery Francisco Assis Shikida ministrando palestra sobre o tema Economia do Crime.
Shikida expôs a teoria econômica do crime segundo a qual o agente criminoso avalia os custos e benefícios decorrentes de suas atividades ilícitas. De acordo com esta visão, o criminosos analisa o ato de delinqüir como uma decisão individual tomada racionalmente (com ou sem influências de terceiros), em face da percepção de custos e benefícios, assim como os indivíduos fazem em relação a outras decisões de natureza econômica.
A palestra foi realizada na sala 1802, a partir das 19h30, tendo sido dirigido aos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas e ao público em geral.
ACADÊMICA DO CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS RECEBE PRÊMIO HONRA AO MÉRITO
A acadêmica do curso de Ciências Econômicas, Fabiana Post, recebeu o prêmio Honra ao Mérito na área de Ciências Sociais Aplicadas por sua atuação no projeto de pesquisa “O impacto da Reforma da Previdência Social Rural Brasileira nos arranjos familiares: uma proposta para entender a composição dos domicílios dado o aumento da renda dos idosos”.
Fabiana foi bolsista de iniciação científica do Programa Unisc de Iniciação Científica – PUIC, orientada pelo prof. Dr. Silvio Cezar Arend. O projeto de pesquisa é coordenado pela prof. Dra. Marilia P. Ramos, orientadora do acadêmico Cristiano Henrique Stoelben, também agraciado com o prêmio.
O prêmio Honra ao Mérito foi concedido pela Universidade de Santa Cruz do Sul a trabalhos que participaram do 13º Seminário de Iniciação Científica e da 12ª Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão, que aconteceram de 1º a 5 de outubro de 2007. No total, os dois eventos tiveram 519 trabalhos selecionados para apresentação. Desses, 150 foram de iniciação científica, 187 de graduação, 87 de extensão e 95 de investigação científica, em nível de mestrado e doutorado. Também foram realizadas palestras, oficinas e debates.
Foram premiados 12 trabalhos, nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Biológicas e da Saúde e Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. Os trabalhos concorreram nas categorias ensino, extensão e iniciação científica.
A entrega da premiação aconteceu no dia 25 de março, às 10h, na sala 108 da Universidade. No evento também foi entregue o Prêmio Pôster Destaque. A ocasião contou com a presença do reitor Vilmar Thomé, dos pró-reitores Carmen Lúcia Helfer, Liane Kipper e Luiz Augusto Costa a Campis, além de coordenadores da pesquisa, extensão e graduação. Os acadêmicos receberam o prêmio junto com os professores que orientaram os trabalhos.
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